Pequenas escolhas, grandes diferenças!

Estava aqui pensando sobre coisas bobas que poderíamos fazer que fariam uma diferença enorme no meio-ambiente. Você não precisa ser adepto(a) de uma filosofia de vida ecologicamente correta radical para fazer uma diferença.

É claro, eu opto sempre que possível por comprar itens que não tenham embalagem, levando meus próprios saquinhos e potes, mas penso também no caso em que a embalagem é indispensável. Às vezes uma escolha inteligente é mais eficiente do que um passo radical.

Bom, pode parecer um pouco vago tudo isso, mas vou deixar então uma lista bem genérica de 10 atitudes de fácil aplicabilidade e que fazem toda a diferença! 😀

  1. Se você é adepto de tomar refrigerante, chás industrializados, etc., – eu não recomendo, mas… – opte por comprar aqueles que vêm embalados em latinhas de alumínio ou vidro, pois a reciclabilidade desses produtos é basicamente infinita. Já aqueles que vêm em embalagens plásticas são mais complicados. Plástico é um veneno e sua reciclabilidade é finita. Claro, certifique-se de que sua embalagem depois será reutilizada ou reciclada!

  2. Ande sempre, sempre com uma sacolinha retornável! Menos sacolinhas plásticas, mais respiro pro meio-ambiente. Thanks!

  3. Recuse canudos de plástico. Se você tem nojo de colocar sua boca na latinha, peça educadamente para a pessoa que te atender lavar a latinha e não trazer o canudo do mal.

  4. É possível pedir suco ou qualquer outra bebida em copos de vidro ou cerâmica mesmo em locais que normalmente oferecem em descartáveis. Peça sempre que possível!
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Adeus 2015! Que venha 2016!

Caros leitores,

Primeiramente, peço desculpas pelo total abandono deste blog nesses últimos meses. Muitas coisas aconteceram com esta que vos fala, o que impediu que eu escrevesse com a frequência desejada. Profissionalmente falando foi um período muito corrido, com muitas etapas concluídas, viagens realizadas, entre outros. Estou em débito com meus leitores, mas 2016 está aí para que eu possa tentar alcançar o tempo perdido!

Muitas ideias de posts estão no forno, quentinhas, prontas para serem publicadas. Vários rascunhos ainda não acabados, mas encaminhados para publicação. Então, vamos começar com as finalizações de fim de ano, não é mesmo? 😉

Recentemente também saiu uma entrevista com esta que vos fala no blog do Overleaf. Na entrevista eu falo da minha vida profissional e do meu engajamento com o estilo de vida lixo-zero. Clique aqui para acessar o post!

Um pouco antes desta longa pausa de quase 4 meses sem publicar no blog, havíamos recebido a indicação do nosso blog amigo, Grünish, a fundadora do Zero Waste Bloggers Network ou ZWBN (clique em cima para acessar o nosso site) no post Sun Is Up. É com muito orgulho que nós aceitamos o Sunshine Award (e com uma certa vergonha pela longa pausa) e nós indicamos, em contrapartida, os seguintes blogs:

Respondemos às perguntas feitas pela Inge, a responsável pelo blog Grünish. As perguntas foram feitas em inglês, mas nós respondemos em português (as perguntas originais estão logo abaixo das perguntas em português):

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Meus porquês e meu consequente caminho em direção ao minimalismo

Primeiramente, gostaria de dizer que, diferentemente das minhas postagens comuns, esta é um pouco mais impulsiva. Estou devendo dois posts que deveriam ser publicados em sequência (atenção: spoilers): Combo Lixo Zero no Banheiro Parte II (a continuação do post anterior); e a nossa indicação para o Sunshine Award (clique aqui para ver a indicação pelo blog Grünish, escrito por Inge, a blogueira organizadora do nosso Zero Waste Bloggers Network)! Pois é, já temos dois prêmios recebidos por outros blogueiros, mas aguente firme que a próxima publicação será sobre isso!


Quando recentemente li a matéria sobre a jovem que ficou 200 dias sem comprar nada (apenas alimentos e produtos básicos de higiene), eu me identifiquei muito com a história. Antes dela, li outra história, sobre uma alemã que ficou um ano sem comprar nadinha de nada, nem sequer alimentos. Veja aqui a história dela! Diferentemente do caso da moça da primeira história, e eu comecei a fazer essa mesma reflexão quando uma série de coisas diferentes começaram a acontecer na minha vida.

Atenção: este post será um relato sobre experiências pessoais minhas com relação ao consumo, então não será um post com dicas, mas um post expositivo da minha própria vivência.

Eu não contei quantos dias desde que eu “não compro mais nada”, mas eu tenho certeza que faz mais ou menos o mesmo tempo que ela. As únicas coisas que eu comprei nos últimos tempos são ligadas à minha transição para um estilo de vida mais ecológico. Doei muitos depósitos plásticos e precisei adquirir outros de vidro ou de metal.

Enfim, antes que eu comece a divagar muito sobre a situação, deixe que eu comece pelo começo…


Começando pelo começo…

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Combo do Lixo Zero no Banheiro Parte I: Creme Dental & Enxaguante Bucal (PS.: caseiros!)

Ok, ok, pessoal, chegou o dia de começarmos a ver várias receitas caseiras e de como reduzir o lixo em casa – mais especificamente, no banheiro!

Diferentemente do que você deve estar pensando, o combo pasta de dentes e enxaguante bucal é muuuuuuuuuito fácil de fazer. Você só precisará se programar em adquirir os ingredientes antes (o que também não é nenhum sacrifício)!

Hey yo, let’s go!

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Campanha para o fim das sacolas plásticas: #MyBag

Antes que este post comece a “chover no molhado”, eu gostaria de prover alguns fatos importantes:

  • É estimado que cerca de 1 trilhão de sacolas plásticas descartáveis são utilizadas no mundo a cada ano (de acordo com Earth Policy Institute); ou seja 2 milhões de sacolinhas por minuto!
  • Com o descuido do encaminhamento dos resíduos em nossas cidades, é muito comum que as sacolinhas acabem em diversos lugares, especialmente nos oceanos. Ao chegar lá…
    • Animais podem comer essas sacolas e morrer por conta disso;
    • Essas sacolas podem começar a se quebrar em milhares ou milhões de subpedaços microplásticos.

Vamos olhar para o cenário em que essas sacolas se tornam microplásticos. Existe um outro número escondido aí que vale a pena anotarmos:

  • Cerca de 93% do plástico nos oceanos são microplásticos (que vêm em diversas formas e esta é uma delas).

Ou seja, quando você vê a história da ilha de plástico no Pacífico (comumente conhecido por Pacific Garbage Patch), aquele plástico em formato macroscópico corresponde a apenas – pasme – 7% do plástico dos oceanos!

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10 passos para reduzir seu lixo ATÉ SEMANA QUE VEM!

Bom, conforme prometido no meu post anterior, este aqui é dedicado a 10 mudanças que exigem um certo planejamento, mas que você consegue se organizar para mudar entre 7 e 10 dias. 🙂

Vamos lá! Continuar lendo

10 passos para reduzir seu lixo HOJE!

Um dos maiores problemas ambientais hoje é a criação de lixo desnecessário. Sim, desnecessário porque poderia ter sido completamente evitado desde o início. Nossos avós e as gerações mais antigas tinham práticas que foram, com tempo, sendo completamente modificadas, especialmente com as mudanças na forma de consumo. (Agora vou fazer uma crítica de cunho político e econômico…) É muito viável para as indústrias criarem demanda de itens de consumo que são descartáveis, de modo a fazer com que você, consumidor, não deixe essa roda – chamada econonomia – parar.

No entanto, aceitar essa condição é algo que está em suas mãos. Não podemos nos dar ao luxo de deixar nossos recursos naturais serem totalmente estirpados para gerar dinheiro para grandes indústrias poluidoras. Houve um tempo em que elas não existiam e a economia já havia se estuturado de modo consistente, sem ter uma produção tão acelerada de lixo.  Antigamente era super comum as pessoas comprarem a granel e levarem suas próprias sacolinhas de tecido para enchê-las nas lojas. As pessoas fechavam encomendas com cola feita a partir da farinha do milho, segundo um amigo colombiano. Várias coisas eram feitas de maneira eficaz e sem a necessidade de tantos descartáveis que permeiam o nosso dia-a-dia.

Um dos princípios de reduzir a produção de lixo não é apenas para evitar que esses resíduos chegem aos aterros sanitários; mas para reduzir a demanda da produção dos mesmos. Reduzir a demanda significa que você está literalmente cortando o mal pela raíz, fazendo com que a matéria prima que seria utilizada para a fabricação de um determinado produto não seja mais usada. Sua extração diminui; seu processamento pela indústria diminui; a utilização de energia elétrica e água diminui e, consequentemente, a emissão de gases estufa que seriam emitidos diminui; e, por fim, a quantidade de lixo gerada também diminui.

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Vivendo Sem Lixo ganha seu primeiro prêmio: Liebster Award!

Caros leitores,

É com enorme satisfação que o Vivendo Sem Lixo é indicado e, portanto, aceita o Liebster Award.

O blog ainda é jovem, bebê, ainda está engatinhando. Inauguramos nossa página no Facebook esta semana e ainda estamos engatinhando como um blog focado no estilo de vida lixo zero.

Diferentemente de muitos blogs mundo a fora, que tocam diretamente na questão zero waste (ou lixo zero), sem muita discussão e justificativa, o Vivendo Sem Lixo tem como objetivo mostrar ao leitor brasileiro uma realidade que está muito escondida dos olhos dele: o problema do lixo. E, para começar, existe o problema da definição do que é o lixo. E, sendo bastante suscinta, o lixo é tudo o que vai parar nos aterros sanitários, sem qualquer tratamento. Portanto, minha tarefa principal aqui é:

1) Como fazer para que seus resíduos deixem de ir para o aterro sanitário (isso vai desde produzir menos resíduos, passando por reutilizar os itens já adquiridos, até a reciclagem máxima dos mesmos).

2) Reduzir seu impacto ambiental de uma maneira geral, já que muito desses materias não precisariam sequer ser descartados a princípio. Vamos mostrar como reduzir de maneira pesada a demanda por materiais e a produção de dejetos (que seriam ou não recicláveis).

Após esta breve introdução, vamos para a parte que interessa: o Liebster Award!

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O problema do lixo: por que a reciclagem de materiais, isoladamente, não resolve o problema dos resíduos?

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a reciclagem ainda não a única (e nem a melhor) solução para o problema do lixo que produzimos em nossas residências. A afirmação acima pode chocar muitas pessoas – e muitas que acreditam ser ecologicamente corretas por separarem seus resíduos de casa.
Existem vários motivos para essa afirmação (sim, ela é muito perturbadora) e são eles:

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